segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Folha de Outono

Folha amarela, caída, recordando o fim do Verão.
Folha sem forças, esquecida, moribunda, espezinhada,
Mas nem por isso abatida ou humilhada,
Pese embora o fraquejar do coração!

Folha que sentes a mágoa da traição
De quem te sustinha e te deixou ao abandono,
Fazendo-te chorar a partida do Verão
E anunciando o princípio do triste e frio Outono!

Voa ao sabor do vento,
Voa sem amarras que te roubam liberdade,
Não queiras mais traidor sustento,

Pois irás sentir incomparável vaidade
Ao tocares suavemente o solo firme que pisamos
E vires que a vida é muito mais que simples ramos!   


Um beijo para as meninas e um abraço para os rapazes,


Jorge

7 comentários:

wind disse...

Bonito.
Beijos

Fátima disse...

Meu querido poeta...
Quando vejo uma folha caída,
dobrada...
Não me importo que esteja morta...
Sei que ela já esteve verde em algum verão.
Recolho-a com cuidado!
Sei que em algum lugar no passado ela enfeitou algum jardim.
Sinto das folhas os desenganos
Que a vida é muito mais que simples ramos...
E como folhas nós também voamos.
Sem amarras!
Sei lá, se lamento.
Secas!
Ao sabor do vento.

Com carinho
de uma flor rosa
de Fátima

Maria disse...

Muito bonito o teu soneto, Jorge.
É bom ler-te, ainda que apenas de vez em quando...

Beijos.

Ricardo disse...

Ora bem, caros seguidores do Sr. Jorge (Senhor está no céu e deve dar voltas ao túmulo sempre que utilizam a palavra "senhor"...mas, adiante...). Talvez fique melhor: caros seguidores do prezado Jorge que, apesar de conhecer há muitos anos, só há pouquíssimo tempo tive a felicidade de descobrir, por mero acaso, que tem tendência para a escrita. Eu pessoalmente não aprecio( por enquanto) poemas, gosto mais de prosa! Portanto, relativamente ao soneto Folha de Outono só tenho a dizer que GOSTEI! Mas daqui em diante, vou começar a prestar mais atenção a poemas. Fico à espera de mais publicações caríssimo. :)

Maria Valadas disse...

Um belíssimo soneto em homenagem à folha de Outono... mas que também se aplicaria ao ser humano.

Basta ter atento na leitura.

Parabéns amigo A. Jorje.

Saudades de te ler.

Beijo.

Maria Valadas

Marta disse...

Sim, toda a razão...Renova-se os ciclos....Vive-se, deixa-se viver e respiramos....
Obrigada pela visita ao Minha Página. O Com Amor ficará parado por uns tempos, um ciclo da minha vida terminou (o meu Pai morreu há 2 meses) e começa outro.
A vida é isto - incertezas, medos, boa-fé, esperança...
Beijos e abraços
Marta

tecas disse...

Meu amigo Jorge, muito bonito o teu soneto.As folhas de outono são lindas e inspiradoras.
Agradeço o comentário que deixaste no meu blog e desculpa só hoje retribuir. Passei por cá umas vezes mas estava parado:-)
Abraço amigo.